Bacia do rio Betim e reservatório de Vargem das Flores

A bacia do rio Betim com exutório na barragem de Vargem das Flores se insere na porção centro-oeste da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em área de manancial e proteção ambiental de alcance metropolitano (Figura 1).

Sua área está totalmente inserida na RMBH, e fora integralmente classificada como zona de interesse metropolitano dentro do contexto do plano metropolitano já citado. Apresenta atividades associadas ao turismo, ocupação residencial de renda alta (condomínios) bem como sofre pressões de expansão urbana. Os principais conflitos ambientais estão relacionados ao turismo não organizado tendo o lago de Vargem das Flores como principal atrativo, o respeito aos limites das áreas de preservação permanente, incluindo os limites do lago, ocupação de áreas de risco de inundação e processo de contaminação do lago por diferentes fontes de poluentes (ex.: lançamento de esgotos in natura nos cursos d’água, processos erosivos, poluição difusa proveniente de áreas urbanizadas).

 Figura 1: Bacia do rio Betim com exutório na barragem de Vargem das Flores: uso do solo – tratamento de imagem do satélite Sentinel com resolução de 10 m (Fonte: Matos e Lemos, 2017)

Figura 1: Bacia do rio Betim com exutório na barragem de Vargem das Flores: uso do solo – tratamento de imagem do satélite Sentinel com resolução de 10 m (Fonte: Matos e Lemos, 2017)

A bacia se localiza em parte dos municípios de Contagem, Betim e Esmeraldas. Constata-se na bacia uma sobreposição de unidades de conservação (APE e APA) que se contrapõe às atividades econômicas locais, às ocupações irregulares por moradia, à produção agrícola e à atividade minerária (pedreiras dentro da APA). Verificam-se diversas ocupações irregulares e ilegais de baixa renda, mas também de renda média/alta em áreas marginais ao reservatório, comprometendo suas funções como manancial estratégico para a RMBH.

Além dessas pressões, um importante eixo rodoviário, o futuro Rodoanel de Belo Horizonte, passará dentro dos limites da bacia, assim como a implantação do Terminal Metropolitano de Ônibus na interseção da LMG 808 com o Rodoanel. É importante destacar que uma parte considerável da bacia ainda não se encontra adensada, indicando a possibilidade e a urgência de implantação de políticas de controle de uso e ocupação do solo e da adoção de ações visando a redução e o controle da poluição.

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